quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Morcego que ri...

Sumi daqui... Dezembro é um mês de muito trabalho e então sumi daqui e de vários outros lugares, mas estou voltando.
E quase todos os dias vou de ônibus para o trabalho. E também quase todos os dias enquanto espero meu busão, uma senhora se aproxima e puxa conversa. Assim vão surgindo amizades de ponto de ônibus.
Essa senhora que não sei o nome me fez uma confissão ontem. Tem quatro meses que ela se mudou para esta cidade e desavisada dos morcegos que rondavam seu prédio, sempre deixava as janelas abertas até que um morcego entrou em sua casa. Isso já faz uns 3 meses e segundo ela o morcego está morando lá. Ele fica embaixo da máquina de lavar e embaixo do sofá. São seus lugares preferidos!
Quando a senhora vai dormir, fecha a porta do quarto e durante a noite ouve o morcego rindo muito na porta do quarto dela. Ele é muito debochado.
Perguntei então se não tinha nenhum homem para tirar o bicho de lá... aí veio o seguinte: Quando ela contou sobre o morcego para o filho, este mandou-lhe a um médico para conferir sua sanidade mental. O médico por sua vez, receitou um calmante, talvez para que durma bem mesmo com as gargalhadas do morcego mas ela se recusou a tomar. Ninguém até agora levantou os móveis para ver se tem um morcego lá...
Ela chegou a colocar cola de sapateiro para o morcego e disse que isso fez com que ele ficasse quieto por uns dias, mas passado o efeito ele voltou a rir, cantar enfim... O ônibus chegou e a história foi interrompida.
Hoje ao me ver essa senhora veio correndo ao meu encontro para continuar de onde paramos. Me garantiu que não tem problema mental e que o morcego está lá dividindo o apê com ela.
Se ela tem ou não algum problema mental ainda não sei, precisaria mais algumas conversas para tirar minha conclusão.

domingo, 6 de novembro de 2011

O Lula no SUS

Depois de tanto ler sobre o assunto, resolvi escrever o que considero apenas a minha opinião neste momento, o que pode mudar em um segundo mas é o que eu acho agora.
Não fui eu quem lançou a campanha:"Lula deve fazer o tratamento no SUS" porque eu não teria tempo, disposição ou coragem para isso, e sei que essa possibilidade não existe.
Escrevi algo parecido com isso no Twitter e perdi uma seguidora com a qual conversava esporadicamente, mas que se sentiu super ofendida, magoada, decepcionada comigo visto que é uma petista vermelhinha e convicta.  Uma pena isso ter acontecido, visto que eu sei qual a carga de sentimento que tenho no meu coração a respeito desse assunto... São dois pontos que quero explanar aqui: Primeiro- Toda minha torcida positiva para o Lula em sua breve recuperação e também para todas as pessoas que eu souber que estão doentes, sofrendo ou tristes porque eu só desejo o bem para as pessoas. Todos temos fases difíceis na vida, mas uma palavra de carinho ou um pequeno gesto nos ajuda a suportar nossos fardos.
Segundo- Uma frase rápida e sem a importância que muitos deram é desejar que Lula se trate no SUS para que conheça ou sinta na pele o drama de quem além da doença tem que suportar o descaso do atendimento. Mas nem de longe quando disse isso estava desejando o mal a ele, ou acreditando que a frase iria mandá-lo direto para o SUS. E também não disse isso por se tratar do PT, não sou filiada a nenhum partido e independente de partido desejaria da mesma forma, desejando algo impossível, apenas conjecturando. Da minha parte, maldade nenhuma... por outro lado li frases que me assustaram como: "Lula tem 80% de chance de cura e eu torço pelos 20%" - isso é maldade pura, é o pior do ser humano... mas a maldade existe, precisamos é nos cercar do que é bom formando uma barreira contra essas pessoas.
Voltando ao SUS, acompanhei a espera de meu pai por uma cirurgia de catarata pelo sistema único de saúde, espera esta que durou cerca de um ano e meio e só eu sei o que foi essa espera... eu e o meu pai.
E vez por outra eu desejo que o prefeito use transporte público diariamente mesmo sabendo que isso nunca vai acontecer, pois quando alguém fala com ele no programa de rádio que o transporte em nossa cidade é ruim ele responde: Mas em que que está ruim?
Fica bem mais fácil responder quando se usa desse meio. Ruim é o fato de a maioria dos pontos não terem cobertura, ficamos expostos ao sol ou chuva por um tempão, pois não temos ônibus de 15 em 15 minutos. Temos de hora em hora... Se por acaso um ônibus não passar no ponto, porque ele quebrou ou porque o motorista encurtou o caminho, aí é que vou chegar no compromisso de trabalho ou pessoal só uma hora depois... Coisa mais comum do mundo é motorista não fazer a linha corretamente e "pular" os pontos nos bairros... aí a desgraça está feita, pode chamar o táxi...
Em trajetos curtos, como casa ao trabalho, fico cerca de uma hora esperando o ônibus... chegaria mais rápido indo a pé, mas o sol me faria mal e eu chegaria toda suada no local de destino.
Enfim, nada de ruim para quem não vive esta realidade.
A vida é assim mesmo... quem foi que disse que "pimenta nos olhos dos outros é refresco"? Seja como for, cada um tem sua cota de sofrimento, portanto se pudermos enviar energias positivas ótimo.
Se pudermos marcar a vida das pessoas como algo positivo acho que encontramos o propósito de nossa existência.
Força ao Lula, aos familiares. Força para todos, pois a jornada é cheia de obstáculos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Alma Negra 2007

Feriado pede almoço especial e vinho bom para acompanhar. 
O vinho do dia foi o Alma Negra 2007, um mistério pois o produtor Ernesto Catena não declara quais castas foram usadas na elaboração deste vinho. Provavelmente trata-se de um corte com malbec e talvez cabernet sauvignon... mas prevalece o mistério... bom demais diga-se de passagem. Vinho com aromas intensos, camadas de chocolate, frutas vermelhas em compota, especiarias. Bom volume na boca, taninos macios... um vinhaço!
Fica aí a dica de um vinho sensacional que acompanha bem carnes vermelhas e caças.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Biografia autorizada

Penso que seria bom escrever minha biografia, uma vida sem muitas histórias interessantes, mas toda vida por mais monótona que seja é interessante, tem seus porquês, seus momentos felizes e sua carga dramática.
Ao compartilhar um pouco do meu passado não busco consolo ou compaixão, busco apenas dividir experiências, afinal o que passou passou mas pode servir para alguma coisa, sei lá... ou não?
Rever, remexer passado, recontar uma história... A quem pode interessar senão a psicologia que acha que reviver emoções pode fazer maravilhas por você? Eu reviro meu passado só para compartilhar experiências mesmo, ou mostrar o que é uma vida bem pobrinha em experiências. Vida que corre para o mar. Vida que é uma só. Escolhas que te impulsionam, o caminho é sem volta e uma escolha geralmente anula uma possibilidade totalmente oposta... 
Problema é que a consequência é conhecida depois da escolha feita... e o caminho é sem volta. Claro que podemos voltar atrás nas decisões, mas não no tempo... nunca!
A vida é assim mesmo.


domingo, 2 de outubro de 2011

Não ter, não ter...

Com a facilidade em buscar imagens na internet, volta e meia me pego revendo coisas relacionadas aos anos 80 - a minha década - o meu tempo.
Naquele tempo... É, me pego falando como gente vivida, experiente, como meus pais falavam e começo uma "viagem" a um tempo que me pertence, as minhas lembranças.
Sou filha única, porém não eram tempos de fartura financeira e também nunca soube o que era "não ter" o necessário. Fui criada em meio aos adultos, pois quando nasci mamãe tinha 40 anos e os filhos das amigas delas já estavam bem crescidinhos. 
Tive alguns brinquedos legais, mas não tive todos os que quis. As bonecas eram bem paradonas, então eu gostava mesmo de montar o ferrorama no meio da sala, gostava de carrinhos e brinquedos movidos à pilha.
Posso listar os que tive e foram mais legais: o ferrorama, um revólver, aquaplay, pianinhos, vídeo game, bicicleta, o meu bebê- aquele que só tinha uma tochinha de cabelo. Tive pogo-bol, jogos de tabuleiro, bolas, raquetes e etc.

Posso listar os que quis muito mas não tive: autorama, o robô Ar-tur, gênius, bicicleta caloi cross, patins, som 3 em 1.
Claro que diante do "não ter" um brinquedo que queria muito me sentia triste, mas era uma criança feliz que não se abatia facilmente. Esse tipo de lembrança não me machuca, e consigo me orgulhar te ter aproveitado a felicidade da infância, propiciada pelo ambiente, por pessoas que faziam parte da minha vida. Eu sabia, não sei exatamente como, que o ser era infinitamente mais importante que o ter. E eu era o que queria ser, e eu vivia a vida que queria ter.
Quando tinha uns oito anos as coisas começaram a ficar complicadas. Meu pai teve problemas com alcoolismo e minha casa era um inferno, sem violência física mas com muita violência verbal. 
A pessoa que mais me dava suporte era minha madrinha que descobriu um cãncer e morreu nesse mesmo tempo- setembro de 1985. Meu mundo caiu, mas só me dei conta com o passar dos dias e dos anos.
Nessa época, a paz para mim já era mais importante que qualquer brinquedo e ter isso ou aquilo não me fazia melhor ou mais feliz. Notei então que ter alguém é bem mais difícil do que ter um brinquedo, pois é preciso sentir e acreditar.
Meus tios e primos nunca se importaram comigo, talvez pela diferença de idade ou distância emocional que tínhamos e temos e teremos.
Um dia de cada vez e os tempos difíceis já faziam parte do passado. Com muito trabalho, conseguimos recuperar meu pai e formamos uma familia pequena e feliz, agora já não somos mais aquelas pessoas de 1985... somos o que podemos ser. Quando falo da infância que tive, me refiro até 1985, no entanto meu rendimento escolar nunca diminuiu e sempre tive facilidade e gosto em aprender e sempre soube separar as coisas. 
Outros tempos vieram e eu pude ter coisas que na década de 80 nem sonhava ter e mais uma vez pude comprovar que juntar coisas não me faz mais feliz do que juntar pessoas, mas esta é uma dificuldade que tenho, não as sinto perto, não as sinto se importando comigo, salvo raras exceções.
Desde que me conheço abominava bebida alcóolica que destrói tantos lares, inclusive o meu que levou tempo para ser reconstruído, não sem deixar suas marcas. Quis o destino que durante minha estada na Bahia num período em busca de mim mesma, me descobrisse fascinada por vinhos. 
Fui morar na Bahia totalmente aberta para o novo, para algo que não conhecia pois isso me faltava... me faltava paixão pela vida, pela minha vida.
Busquei trabalho em recepção de hotel, mas o que apareceu foi de vendedora em loja de vinhos. Pensei em recusar, pensei seriamente. Era um mundo que eu desconhecia e minhas referências, minhas experiências não eram tão boas.
Aceitei e foi o primeiro emprego que tive gosto em ter. Aprendizado intenso. Hoje não me imagino fazendo outra coisa senão tudo o que faço relacionado ao mundo do vinho. Encontrei nesse meio também bons amigos. O caminho que percorri foi esse. Nenhum caminho ou escolha é fácil, as dificuldades fazer parte, o desafio nos move o tempo todo. Algumas coisas permanecem num lugar intocado.




domingo, 25 de setembro de 2011

Cacau Show está mesmo show de chocolates.

Fui até uma loja da Cacau Show a procura de um presente e para minha alegria me deparo com esta caixinha linda. Coleção Sommelier assinada por Manoel Beato, o mais fomoso sommelier do Brasil, e nem preciso dizer que fiquei muito feliz pois isso significa que o Brasil está aprendendo a degustar vinhos e mais do que isso, está tomando gosto em percorrer esse caminho sem volta que é a paixão pelo mosto fermentado de uvas.
Tinha também outra coleção de trufas com licores, whisky, e outras bebidas que vem com um saca-rolhas. Não gostei, pois o saca-rolhas é feio demais e não tem nada a ver com o conjunto de trufas em si... achei sem nexo... ainda fosse um saca-rolhas melhor...

domingo, 18 de setembro de 2011

Uma breve história da consumista antes adormecida

Quem me conhece sabe que não queria mais microondas em casa pois cismei que o treco não faz bem para a saúde. Nosso único microondas se danificou na mudança para a Bahia e nos desfizemos dele. Anos se passaram e agora tenho contato com um simpático microondas lá no trabalho.
A praticidade ao esquentar um prato e o fato de que aprendi que fica ótimo queijo brie ou camembert e geléia de pimenta aquecido acabou me convencendo de que PRECISO de um forno microondas aqui em casa! Nem preciso mencionar a pipoca...
É bem verdade que preciso uma porção de coisas, mas aí acontece de dar aqueles 5 minutos e coloco alguma coisa no topo da lista e saio para comprar. 
Assim, comprei meu maravilhoso forno de microondas. Chegou ontem e... já com aquela tomada horrível saí em busca do adaptador. Três lojas e nada... não tinha. 
Hoje consegui  encontrar a pecinha aqui perto de casa. Fiz meu camembert com geléia de pimenta, abri um Isla de Maipo Sauvignon Blanc 2010 e passei horinhas de agradável prazer em companhia dos meus.
Este vinho tem um aroma pouco pronunciado, boa acidez. Na boca tem discreto abacaxi e bastante frescor.
No entanto, antes disso tudo resolvi dar uma volta no shopping. Sorvete do Mc Donalds e macadâmias açucaradas do quiosquinho que eu não me lembro o nome.
Estou um pouco cansada, ainda que o shopping é pequeno... acho que estou ficando velha.. hum... talvez... Mas enfim, essa é a vida que eu tenho, não é grande coisa mas tenho que aproveitar da melhor maneira possível.

domingo, 11 de setembro de 2011

Atualizações.

O trabalho que era temporário se tornou efetivo. E eu de desempregada que estava, agora novamente entre garrafas que é onde fico bem.
Penso em algo para escrever, não vem nada. Acredito que minha alegria deva ser compartilhada com que esteve ao meu lado quando precisei... e sempre preciso... Sou assim, preciso apenas de palavras, de carinho e atenção.
E com essas poucas pessoas divido minha alegria por aqui ou por qualquer outro meio.
A vida é uma coisa louca mesmo... que para mudar é um click. Se boa ou ruim, sempre muda.
Em meio a minha felicidade com o trabalho, revi um amigo muito querido que tem acompanhado minha trajetória profissional. Almoçamos juntos num restaurante que nos propusemos a conhecer. Tinha vinho, mas o serviço é o pior que já vi. Nosso assunto durante a refeição foi apontar as falhas do restaurante, desde a falta de toalhas na mesa... mesas feias diga-se de passagem.
Mudando de assunto, hoje-domingo foi um dia chato ao quadrado. Pensei em ficar em casa para descansar, e o tédio tomou conta. Minha mãe fica reclamando de tudo num volume que eu ouça, só para ativar minha culpa... e eu só queria paz. Tentei tv, cama, geladeira, pc, geladeira, cama, tv... nada supriu minhas necessidades do dia, não encontrei a paz em nenhum canto, mas daí também já não tinha energia para ir ao shopping procurar minha paz num MC Flurry ou algo assim.
Sumi do blog por falta de tempo, ideia, assunto... mas sempre reapareço. Bjs.

sábado, 20 de agosto de 2011

A boa nova. (fase)

Tenho boas novas. Comecei a trabalhar numa loja de vinhos e estou adorando meu novo emprego.
A vida segue seu rumo, eu faço a minha parte.
O caminho é difícil, a trajetória é longa e muitas vezes dá uma vontade de desistir e é como se desistisse e voltasse a tentar no dia seguinte, até o dia em que as portas se abrem e a esperança faz sentido.
Talvez a vida seja assim mesmo e exige de nós muita calma e compreensão. O que importa agora é que estou curtindo a nova fase e aproveitando cada segundo com desejo de eternizar o momento.
Poucas pessoas estiveram do meu lado quando precisei e a estas sou muito grata.
Novidades em outros posts que se seguirão. Bjs.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Foi assim...

Domingo estive novamente em São Paulo para o recital da Cathy no encerramento desta série de apresentações do Cortinas Lyricas do Oficina. Foi mais uma vez belíssimo e inesquecível.
Difícil falar sobre esta mulher de voz afinada e doce e sentimentos nobres. Inteligência, elegância e carisma... tudo junto e misturado... assim facilmente quando a conheci fiquei fã e todo o resto que eu disser é meio que se repetir, chover no molhado, sabe...

Bom, e depois de curtir meu passeio em Sampa voltei para casa e eis que encontro um delicioso bolo com maçãs e xarope de groselha me esperando. Receita super aprovada! As maçãs são cortadas ao meio e colocadas no fundo da fôrma. Delícia........


 

E  para terminar o dia em grande estilo assim como comecei, fui com mamãe assistir  "La Traviata " - do programa Circulando Ópera do Estado de São Paulo. 
Resumo da Òpera: O dia foi muito agradável e estou  pedindo bis até agora.

sábado, 16 de julho de 2011

Brown Cow


Já tinha ouvido os boatos de ele voltaria... hoje vi no supermercado o Brown Cow e imediatamente voltei no tempo... alguns produtos que eu tinha na minha infância desapareceram e este é um dos poucos que estão de volta!
Com tanta expectativa da galerinha da minha geração, o preço está nas alturas - $ 6,59 - não comprei. Sei esperar uma promoção com preço um pouco melhor.

Hospital - acontecimentos e pensamentos.

Comecei a semana na Unicamp, acompanhando meu pai na cirurgia de catarata. Após esperar mais de um ano e meio para que o município nos encaminhasse para lá, chegou o tão esperado dia!
Eu sou a acompanhante oficial dos meus dois amores sempre que precisam e desta vez me surpreendi pois tive algumas incumbências além da de acompanhar propriamente dita.
A cirurgia foi bem sucedida, já fizemos o retorno e meu pai já está curtindo o fato de poder ver bemmmmmmm melhor do que antes.
Para mim, as horas no hospital sempre rendem muita reflexão, pois lá eu vejo muita gente que está sofrendo com diversos problemas e que tornam os meus tão pequeninos e quase inexistentes.
Muitas pessoas dariam tudo para respirar como eu respiro, sem ter de andar com aquele cilindro de oxigênio a tiracolo... Em nenhum momento minha reflexão é voltada ao conformismo. Não devo me conformar com a minha vida, devo agradecer, e dar sempre mais de mim para atingir meus objetivos. Tenho que encontrar forças. Todos devem procurar viver da melhor maneira possível. 
Fico muito feliz que existam tantas pessoas que trabalham para amenizar a dor e o sofrimento. Queria poder ajudar também, mas não tenho essa capacidade então tento ajudar pessoas com o que eu posso e sei fazer. 
Talvez, eu disse talvez, ao nascer todos ganhamos um destino traçado, um papel a desempenhar no mundo e na vida dos outros, e tento corresponder às expectativas. Hospital é um lugar onde consigo pensar mais do que o normal. Queria entender qual o propósito do sofrimento. O que de fato constitui e determina que uma pessoa vai sofrer tanto, algumas chegam a conhecer só o sofrimento e suas limitações. Espera-se que o sofrimento leve à evolução do ser humano, mas evoluir para onde? Esperar o quê? Viver é bacana, é bom desde que usufruindo de saúde, mas qual é o propósito maior? 
Tá, eu sei que a vida tem o sentido que eu der para ela... Ou seja, depende de mim, unicamente de mim que a coisa funcione, que a felicidade apareça e resolva ficar. Todos os dias é tempo de tentar mais um pouquinho. E vamos que vamos!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Um sonho que se sonha só...

Mais uma noite em que sonhei que estava em Porto Seguro e tinha o meu emprego onde eu era muito feliz. É para esse passado nem tão distante que vou quando estou triste de tanto buscar e não encontrar outro trabalho que me realize igualmente.
O sonho foi um pouco tenso, apesar de tudo eu sentia um medo. Era como um medo de acordar ou um medo que não sei explicar. O sonho bom foi ganhando ares de pesadelo até que acordei. 
Em sonho estive com meus ex-patrões e meu ex-colega de trabalho, o que de certa forma mata a saudade que sinto.
Não é segredo pra ninguém que só não fiquei lá porque não pude. Achei mais sensato morar onde tenho médico e dentista, afinal não vivo sem eles. Nunca pensei que teria que morar aqui por esse motivo, é mais fácil imaginar qualquer outro. 
O passado existe, as lembranças batem e é pra esse tempo que vou quando o presente não me agrada. Funciona como um fuga. Cada um tem seu jeito de suportar o que não consegue mudar, não é? O meu é esse e não que eu quisesse voltar no tempo, mas queria avançar de forma mais prazerosa.
Sou responsável pelas minhas escolhas (certas e erradas). Sei que quando errei foi tentando acertar e acho que acontece com quase todo mundo. 
Sou culpada pela minha tristeza, sabendo que eu não tenho o direito de ser triste pois a vida é muito generosa comigo, talvez por isso escape ao meu controle e seja uma doença, fato que precisa ser aceito antes de tudo.
De um dia para outro o que era simples passou a ser complicado... e eu que achava que me conhecia preciso me conhecer ainda mais. 
Aquilo que me machuca é assunto que eu evito. Até quando? Talvez sempre, pois as pessoas não merecem ser feridas com palavras, mais uma vez a culpa é minha que deveria ter um entendimento maior sobre viver. Vai ver que viver é isso, é não esperar nada de ninguém, é não esperar que alguém se importe em saber como foi o meu dia e eu sempre esperei mais das pessoas, mais do que elas poderiam se dar para mim.
E o que eu estou buscando? Oportunidade de crescimento pessoal, de condições melhores. Mas o que EU tenho a oferecer? A vida é troca e eu recebo o que dou... então eu não me doei porque não recebi... eu decepcionei primeiro? Só podia dar nisso: Agora é viver sem achar graça, num lugar onde não me realizo profissionalmente e esperar os dias passarem como o folhear de páginas de um romance previsível demais.

sábado, 2 de julho de 2011

Se liga...


Dia desses, conversando com minha mãe sobre um lance de energia que eu sinto, defino assim, e que é bastante determinante para definir o que o outro significa para mim, me lembrei de que li o livro "Se Ligue em Você" - Gasparetto e que falava algo sobre isso, sobre essa energia.
É um livro infantil, mas quando conheci já tinha 24 anos de idade e de certa forma veio de encontro com o que a vida me ensinara até então.

Segue um trecho, disponível na internet.

"Existe uma luzinha no seu peito que os olhos não vêem. Mas, quando ela está acesa, faz os sentimentos bons aparecerem.
Quando está acesa e brilhante, ela sai pela boca, fazendo-nos sorrir. Ela também sai pelos olhos,
fazendo-os brilhar.
Ela sai pelo peito, fazendo-nos amar, e pelos braços, fazendo-nos abraçar.
Sai também pelas mãos, fazendo-nos caprichar em tudo.
Sai, finalmente, pelo corpo inteiro, fazendo-nos dançar.
NÓS SÓ SOMOS FELIZES QUANDO ELA ESTÁ ACESA!
Ela se acende quando você pensa positivo. E você pensa positivo quando ela se acende. Ela brilha
quando você faz carinho nas plantas, nos animais e nas pessoas. Também quando sua mãe lhe dá um
presente ou quando você come um doce gostoso.
Ela brilha mais ainda quando você dá um pedaço do seu doce para seu amigo.
Mas, muitas vezes nós deixamos nossa luzinha se apagar.
Quando ela se apaga, você sente medo.
O medo aparece quando você pensa que uma coisa ruim pode acontecer com você ou com alguém de
quem você gosta.
Quando você tem coragem, a luzinha volta a se acender.
Coragem é o nome do sentimento que acontece quando você acredita que só coisas boas podem ocorrer com você e com os outros."

O livro fala de muitos sentimentos, para quem está tentando entender alguns. Vale a leitura.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Resumo da Ópera


Domingo (26) fui até São Paulo. O destino final foi o teatro Oficina para ver e ouvir  Cortinas Lyricas com o recital "Alma del Core" onde conheci pessoalmente a Cathy. 
Bom, vamos por partes: Acordei bem cedo e antes das 9 horas já estava lá na tradicional feira do bairro da Liberdade. Nesta feira vi algo que pode ser pior do que as já conhecidas testemunhas de jeová, são as testemunhas de jeová em japonês que querem nos empurrar as suas revistinhas, mas mal entendemos o que querem nos dizer e são muito insistentes. Fora isso, tudo muito interessante.
Eu  estava lá na hora em que planejei. Enquanto aguardava do lado de fora, observei dois estudantes de qualquer coisa relacionada à música que faziam anotações em apostilas do curso que frequentam e trocavam ideias entusiasmados, pois aguardavam tb para o recital. Um dos rapazes copiava uma partitura, fazendo bolinhas e perninhas desesperadamente, seria aquilo chamado de cifras... (ou não!) Naquele momento pensava quanta coisa que eu não sabia e não sei... de música eu só sei o que sinto quando ouço e mais nada. Sei dizer o que gosto e o que não gosto, mas sou praticamente uma analfabeta musical.
Observei também uma senhora que usava um óculos como o de Robin Williams em "Uma Babá Quase Perfeita" e que é toda prosa, me falou inclusive que nasceu em São Paulo e que depois dali gostaria de dar uma passadinha na Parada Gay. Eu, pra variar, só ouço. Pensei como seria se eu tivesse nascido também naquela cidade. Pensei como serei quando estiver com aquela idade. Pensei tantas coisas, e pensei por fim algo assim: Cara, olha eu aqui. Abelhuda. Isso mesmo. Que bom que eu vim, daqui a pouco vou ver a Cathy, uma pessoa que até agora só vi pela internet, mas cujos caracteres me mostraram uma pessoa super admirável. Sua musicalidade é seu talento.
Entrei logo para sentar na primeira fila. O recital foi maravilhoso. Todas as quatro cantoras fizeram ótimas apresentações. Ao final pude cumprimentar a Cathy, ganhei uma rosa e me senti muito feliz.
Resumo da ópera: Que bom que a vida tem dessas coisas!