Tenho boas novas. Comecei a trabalhar numa loja de vinhos e estou adorando meu novo emprego.
A vida segue seu rumo, eu faço a minha parte.
O caminho é difícil, a trajetória é longa e muitas vezes dá uma vontade de desistir e é como se desistisse e voltasse a tentar no dia seguinte, até o dia em que as portas se abrem e a esperança faz sentido.
Talvez a vida seja assim mesmo e exige de nós muita calma e compreensão. O que importa agora é que estou curtindo a nova fase e aproveitando cada segundo com desejo de eternizar o momento.
Poucas pessoas estiveram do meu lado quando precisei e a estas sou muito grata.
Novidades em outros posts que se seguirão. Bjs.
sábado, 20 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Foi assim...
Domingo estive novamente em São Paulo para o recital da Cathy no encerramento desta série de apresentações do Cortinas Lyricas do Oficina. Foi mais uma vez belíssimo e inesquecível.
Difícil falar sobre esta mulher de voz afinada e doce e sentimentos nobres. Inteligência, elegância e carisma... tudo junto e misturado... assim facilmente quando a conheci fiquei fã e todo o resto que eu disser é meio que se repetir, chover no molhado, sabe...Bom, e depois de curtir meu passeio em Sampa voltei para casa e eis que encontro um delicioso bolo com maçãs e xarope de groselha me esperando. Receita super aprovada! As maçãs são cortadas ao meio e colocadas no fundo da fôrma. Delícia........
E para terminar o dia em grande estilo assim como comecei, fui com mamãe assistir "La Traviata " - do programa Circulando Ópera do Estado de São Paulo.
Resumo da Òpera: O dia foi muito agradável e estou pedindo bis até agora.
sábado, 16 de julho de 2011
Brown Cow
Já tinha ouvido os boatos de ele voltaria... hoje vi no supermercado o Brown Cow e imediatamente voltei no tempo... alguns produtos que eu tinha na minha infância desapareceram e este é um dos poucos que estão de volta!
Com tanta expectativa da galerinha da minha geração, o preço está nas alturas - $ 6,59 - não comprei. Sei esperar uma promoção com preço um pouco melhor.
Hospital - acontecimentos e pensamentos.
Comecei a semana na Unicamp, acompanhando meu pai na cirurgia de catarata. Após esperar mais de um ano e meio para que o município nos encaminhasse para lá, chegou o tão esperado dia!
Eu sou a acompanhante oficial dos meus dois amores sempre que precisam e desta vez me surpreendi pois tive algumas incumbências além da de acompanhar propriamente dita.
A cirurgia foi bem sucedida, já fizemos o retorno e meu pai já está curtindo o fato de poder ver bemmmmmmm melhor do que antes.
Para mim, as horas no hospital sempre rendem muita reflexão, pois lá eu vejo muita gente que está sofrendo com diversos problemas e que tornam os meus tão pequeninos e quase inexistentes.
Muitas pessoas dariam tudo para respirar como eu respiro, sem ter de andar com aquele cilindro de oxigênio a tiracolo... Em nenhum momento minha reflexão é voltada ao conformismo. Não devo me conformar com a minha vida, devo agradecer, e dar sempre mais de mim para atingir meus objetivos. Tenho que encontrar forças. Todos devem procurar viver da melhor maneira possível.
Fico muito feliz que existam tantas pessoas que trabalham para amenizar a dor e o sofrimento. Queria poder ajudar também, mas não tenho essa capacidade então tento ajudar pessoas com o que eu posso e sei fazer.
Talvez, eu disse talvez, ao nascer todos ganhamos um destino traçado, um papel a desempenhar no mundo e na vida dos outros, e tento corresponder às expectativas. Hospital é um lugar onde consigo pensar mais do que o normal. Queria entender qual o propósito do sofrimento. O que de fato constitui e determina que uma pessoa vai sofrer tanto, algumas chegam a conhecer só o sofrimento e suas limitações. Espera-se que o sofrimento leve à evolução do ser humano, mas evoluir para onde? Esperar o quê? Viver é bacana, é bom desde que usufruindo de saúde, mas qual é o propósito maior?
Tá, eu sei que a vida tem o sentido que eu der para ela... Ou seja, depende de mim, unicamente de mim que a coisa funcione, que a felicidade apareça e resolva ficar. Todos os dias é tempo de tentar mais um pouquinho. E vamos que vamos!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Um sonho que se sonha só...
Mais uma noite em que sonhei que estava em Porto Seguro e tinha o meu emprego onde eu era muito feliz. É para esse passado nem tão distante que vou quando estou triste de tanto buscar e não encontrar outro trabalho que me realize igualmente.
O sonho foi um pouco tenso, apesar de tudo eu sentia um medo. Era como um medo de acordar ou um medo que não sei explicar. O sonho bom foi ganhando ares de pesadelo até que acordei.
Em sonho estive com meus ex-patrões e meu ex-colega de trabalho, o que de certa forma mata a saudade que sinto.
Não é segredo pra ninguém que só não fiquei lá porque não pude. Achei mais sensato morar onde tenho médico e dentista, afinal não vivo sem eles. Nunca pensei que teria que morar aqui por esse motivo, é mais fácil imaginar qualquer outro.
O passado existe, as lembranças batem e é pra esse tempo que vou quando o presente não me agrada. Funciona como um fuga. Cada um tem seu jeito de suportar o que não consegue mudar, não é? O meu é esse e não que eu quisesse voltar no tempo, mas queria avançar de forma mais prazerosa.
Sou responsável pelas minhas escolhas (certas e erradas). Sei que quando errei foi tentando acertar e acho que acontece com quase todo mundo.
Sou culpada pela minha tristeza, sabendo que eu não tenho o direito de ser triste pois a vida é muito generosa comigo, talvez por isso escape ao meu controle e seja uma doença, fato que precisa ser aceito antes de tudo.
De um dia para outro o que era simples passou a ser complicado... e eu que achava que me conhecia preciso me conhecer ainda mais.
Aquilo que me machuca é assunto que eu evito. Até quando? Talvez sempre, pois as pessoas não merecem ser feridas com palavras, mais uma vez a culpa é minha que deveria ter um entendimento maior sobre viver. Vai ver que viver é isso, é não esperar nada de ninguém, é não esperar que alguém se importe em saber como foi o meu dia e eu sempre esperei mais das pessoas, mais do que elas poderiam se dar para mim.
E o que eu estou buscando? Oportunidade de crescimento pessoal, de condições melhores. Mas o que EU tenho a oferecer? A vida é troca e eu recebo o que dou... então eu não me doei porque não recebi... eu decepcionei primeiro? Só podia dar nisso: Agora é viver sem achar graça, num lugar onde não me realizo profissionalmente e esperar os dias passarem como o folhear de páginas de um romance previsível demais.
sábado, 2 de julho de 2011
Se liga...
Dia desses, conversando com minha mãe sobre um lance de energia que eu sinto, defino assim, e que é bastante determinante para definir o que o outro significa para mim, me lembrei de que li o livro "Se Ligue em Você" - Gasparetto e que falava algo sobre isso, sobre essa energia.
É um livro infantil, mas quando conheci já tinha 24 anos de idade e de certa forma veio de encontro com o que a vida me ensinara até então.
Segue um trecho, disponível na internet.
"Existe uma luzinha no seu peito que os olhos não vêem. Mas, quando ela está acesa, faz os sentimentos bons aparecerem.
Quando está acesa e brilhante, ela sai pela boca, fazendo-nos sorrir. Ela também sai pelos olhos,
fazendo-os brilhar.
Ela sai pelo peito, fazendo-nos amar, e pelos braços, fazendo-nos abraçar.
Sai também pelas mãos, fazendo-nos caprichar em tudo.
Sai, finalmente, pelo corpo inteiro, fazendo-nos dançar.
NÓS SÓ SOMOS FELIZES QUANDO ELA ESTÁ ACESA!
Ela se acende quando você pensa positivo. E você pensa positivo quando ela se acende. Ela brilha
quando você faz carinho nas plantas, nos animais e nas pessoas. Também quando sua mãe lhe dá um
presente ou quando você come um doce gostoso.
fazendo-os brilhar.
Ela sai pelo peito, fazendo-nos amar, e pelos braços, fazendo-nos abraçar.
Sai também pelas mãos, fazendo-nos caprichar em tudo.
Sai, finalmente, pelo corpo inteiro, fazendo-nos dançar.
NÓS SÓ SOMOS FELIZES QUANDO ELA ESTÁ ACESA!
Ela se acende quando você pensa positivo. E você pensa positivo quando ela se acende. Ela brilha
quando você faz carinho nas plantas, nos animais e nas pessoas. Também quando sua mãe lhe dá um
presente ou quando você come um doce gostoso.
Ela brilha mais ainda quando você dá um pedaço do seu doce para seu amigo.
Mas, muitas vezes nós deixamos nossa luzinha se apagar.
Quando ela se apaga, você sente medo.
O medo aparece quando você pensa que uma coisa ruim pode acontecer com você ou com alguém de
quem você gosta.
Quando você tem coragem, a luzinha volta a se acender.
Coragem é o nome do sentimento que acontece quando você acredita que só coisas boas podem ocorrer com você e com os outros."
Mas, muitas vezes nós deixamos nossa luzinha se apagar.
Quando ela se apaga, você sente medo.
O medo aparece quando você pensa que uma coisa ruim pode acontecer com você ou com alguém de
quem você gosta.
Quando você tem coragem, a luzinha volta a se acender.
Coragem é o nome do sentimento que acontece quando você acredita que só coisas boas podem ocorrer com você e com os outros."
O livro fala de muitos sentimentos, para quem está tentando entender alguns. Vale a leitura.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Resumo da Ópera
Domingo (26) fui até São Paulo. O destino final foi o teatro Oficina para ver e ouvir Cortinas Lyricas com o recital "Alma del Core" onde conheci pessoalmente a Cathy.
Bom, vamos por partes: Acordei bem cedo e antes das 9 horas já estava lá na tradicional feira do bairro da Liberdade. Nesta feira vi algo que pode ser pior do que as já conhecidas testemunhas de jeová, são as testemunhas de jeová em japonês que querem nos empurrar as suas revistinhas, mas mal entendemos o que querem nos dizer e são muito insistentes. Fora isso, tudo muito interessante.
Eu estava lá na hora em que planejei. Enquanto aguardava do lado de fora, observei dois estudantes de qualquer coisa relacionada à música que faziam anotações em apostilas do curso que frequentam e trocavam ideias entusiasmados, pois aguardavam tb para o recital. Um dos rapazes copiava uma partitura, fazendo bolinhas e perninhas desesperadamente, seria aquilo chamado de cifras... (ou não!) Naquele momento pensava quanta coisa que eu não sabia e não sei... de música eu só sei o que sinto quando ouço e mais nada. Sei dizer o que gosto e o que não gosto, mas sou praticamente uma analfabeta musical.
Observei também uma senhora que usava um óculos como o de Robin Williams em "Uma Babá Quase Perfeita" e que é toda prosa, me falou inclusive que nasceu em São Paulo e que depois dali gostaria de dar uma passadinha na Parada Gay. Eu, pra variar, só ouço. Pensei como seria se eu tivesse nascido também naquela cidade. Pensei como serei quando estiver com aquela idade. Pensei tantas coisas, e pensei por fim algo assim: Cara, olha eu aqui. Abelhuda. Isso mesmo. Que bom que eu vim, daqui a pouco vou ver a Cathy, uma pessoa que até agora só vi pela internet, mas cujos caracteres me mostraram uma pessoa super admirável. Sua musicalidade é seu talento.
Entrei logo para sentar na primeira fila. O recital foi maravilhoso. Todas as quatro cantoras fizeram ótimas apresentações. Ao final pude cumprimentar a Cathy, ganhei uma rosa e me senti muito feliz.Resumo da ópera: Que bom que a vida tem dessas coisas!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Conversa de ponto de ônibus
Vou me aproximando do ponto de ônibus e uma senhora já começa a puxar conversa. Adoro conversas de ponto de ônibus e qualquer outra então estou super receptiva.
Eu tinha acabado de fazer compras no supermercado e carregava tudo na minha sacola ecológica, talvez por isso a senhora me pergunta:
- Você é casada?
-Não. respondi.
- Mas vai se casar? Pretende? retornou.
Rapidamente pensei o por que de aquela senhora que nunca vi antes queria saber da minha vida e mesmo sem saber deixei a conversa fluir na esperança de que meu ônibus chegasse logo.
- Não pretendo me casar. Estou bem assim. Solteira.
- Você tem filhos?
- Não tenho.
E um grande interrogatório se seguiu. Fica até chato transcrevê-lo. Em certo ponto, já um pouco irritada com perguntas comecei a discursar:
- Olha, casar eu não vou mas isso não quer dizer que não dê uns beijos na boca porque isso é bom e necessário. O que vai fazer uma pessoa na vida se não casar e não beijar na boca?
A senhora questiona: Mas e depois como vai ficar com Deus?
- Olha, pretendo explicar. E sei que ele vai entender. Ele vê este mundo que deixou para nós como está. Vou me casar com quem? Eu não vou botar filho no mundo, não matei, não roubei, até uso sacola ecológica... mas beijo na boca e acho que não tem nada demais.
Para minha paz, a senhora entendeu e parou de me fazer perguntas e em seguida me deu um número de telefone onde posso ouvir mensagens religiosas. Repetiu umas 10 vezes que gostaria que eu ligasse lá, ouvisse a mensagem e em seguida ligasse para ela, para conversarmos sobre a mensagem.
Não fiz isso porque tive receio daquela senhora ter bina e daqui a pouco ficar me ligando diariamente para me fazer perguntas, afinal ela é tão boa entrevistadora quanto a Gabi.
Falamos de casamento, filhos, igreja. Falamos também de emprego, do mundo, e de mais outros tantos assuntos. O ônibus demorou tanto, mas apareceu e então fui embora.
sábado, 11 de junho de 2011
Arrumar trabalho dá trabalho.
Sempre escrevi. Antigamente eram diários, pilhas de diários. Tenho duas necessidades: Uma é a de me sentir íntima das palavras e a outra de desabafar, registrar, ler e reler, pois assim posso até descobrir que estava errada em relação a algum dos meus achismos. Essa introdução toda para falar que fui chamada para nova entrevista naquele emprego em Santo André. Óbvio que se enviei meu CV e fui até lá é porque queria muito o trabalho, mas o salário oferecido não me permite morar lá, investir na profissão e viver dignamente: fixo de 800 reais e uma comissão que gira em torno de 400 reais. Será que estou equivocada e isso é realmente um montante considerável?
Confesso que fiquei tentada a aceitar. Alugar um apartamento na cidade, mobiliar. Pensei também que duas vezes por mês poderia viajar para o interior ver meus pais, e alguma vez adicional caso precisassem de mim.
Com esse valor é também possível me vestir com roupas boas, nem estou falando de grife, porque não fui criada vestindo etiquetas caras e famosas. Nem faço questão.
Mentalmente já vi que vacilei ao recusar. Era uma proposta irrecusável. Já poderia até me programar pois com uma economia mensal poderia ter férias em algum país bam-bam-bam dos vinhos.
Brincadeiras à parte, não dava mesmo. Uma pena que uma empresa como esta não me ofereceu condições de trabalho. Aparentemente é uma empresa interessante. A vida continua e a minha busca também.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
... vida que segue
Fui fazer uma entrevista de emprego em Santo André, num lugar que imaginava ser bom para trabalhar. Minha mãe me acompanhou pois aproveitamos para visitar um tio que mora lá e não víamos há muitos anos, desde muito antes de ter ido morar na Bahia. Até chegar na casa dele teve muita aventura, pois para quem não sabe eu tenho um trauma de metrô desde quando tinha 11 anos e fui à São Paulo. Naquela ocasião a experiência foi terrível em vários aspectos, uma delas que eu não portava meus documentos e tive de passar por entrevista com juizado de menores e outra que por muito pouco não vou dentro do metrô sozinha e minha mãe com meu primo ficam do lado de fora, numa estação qualquer que não me lembro agora, e para minha tristeza tive que encarar o metrô que continua desconfortável, lotado e até assustador como sempre achei, mas o importante é que consegui encarar e enfrentar um medo que não sei dimensionar, mas fiz algo que evitei por muito tempo e que de certa forma faz parte da vida de quem se desloca de vez em quando.
Chegando na casa de meu tio, uma casa bonita e acolhedora, a sensação é de que estive lá há pouco tempo, mas na verdade fazia algo em torno de 8 anos que eu não o via e dá para contar nos dedos as vezes que fui visitá-lo. É um grande cara, não nos vemos somente pela distância e por costumes que talvez sejam atribuídos a diferenças de que a vida em cidades tão diferentes podem proporcionar, mas sempre que nos vimos foram situações e momentos bons, tenho muito carinho por ele e todos os seus.
E desta visita breve, partimos para a minha entrevista de emprego. Fui carregada de esperança, pois tenho qualificação para a vaga, tudo certo pra dar certo e eis que o salário oferecido não me permite trabalhar, pois não me assegura o mínimo necessário para viver em outra cidade. Falando assim, alguém pode pensar que eu preciso muito dinheiro, mas é que não consigo viver com 900,00 tendo que me garantir moradia, alimentação, vestuário, cursos, e uma visita à casa dos meus pais uma vez por mês. Matematicamente fica impossível. A que ponto cheguei? Encontro a vaga de emprego mas o salário não me permite trabalhar. Nunca antes estive nesse impasse, que não é um impasse pois não há dúvidas, os números falam por si.
No entanto, posso registrar que foi a entrevista mais bem feita que já fiz na vida e a certa altura o que tive foi um empregador que não conseguiu segurar o choro, pois está emocionalmente destruído com a perda de um filho há oito dias num acidente. Cortou meu coração. Vi a foto do moço num celular: Bonito demais e a perda de uma pessoa querida é a dor incurável, é quando morremos também um pouco. Tentei deixar-lhe palavras de encorajamento, apesar de que palavra nenhuma vai diminuir a tristeza que está sentindo, e desejei que a família encontre forças para continuar a viver.
Muito provavelmente a proposta salarial não vai me permitir conquistar um emprego, mas enfim, terei lembranças de fatos para refletir sobre a existência por toda esta semana.
sábado, 28 de maio de 2011
Diga-me que música ouves...
Fui caminhar com a Luana. Essas manhãs frias não favorecem mas meu médico quando me vê, antes mesmo de cumprimentar me pergunta se estou fazendo caminhada, então deve ser mesmo necessário.
Confesso que está cada dia mais complicado sair de casa a pé, pois os perigos da rua são muitos. Consigo ver um tempo em que será distante a lembrança de quando, com 7 anos eu ia para a escola sozinha, pois as crianças não saberão o que é isso.
Mas voltando à caminhada de hoje, logo uma quadra adiante vi um homem muito esquisito que me encarou e que observava atentamente as casas através de suas grades abertas. Luana me dá certo apoio nessas caminhadas porque ela não permite que pessoas estranhas se aproximem de mim.
E seguimos até o parque. Lá embaixo caminhávamos tranquilamente na medida do que é possível ser tranquilo hoje em dia quando ouço uma música vinda de um celular atrás de mim:
"Ah, meu Deus do céu, como é bom ser traficante. Ah, meu Deus do céu, como é bom ser assaltante!"
Gelei. Nem precisava dizer, não é? Olhei para trás, vi um moleque do meu tamanho mas menor de idade, com certeza. Também este ser estranho não mexeu comigo, mas eu já sabia muito a seu respeito. Sentou-se num banco um pouco mais distante dali enquanto continuei meu caminho de volta.
Imediatamente, eu que estava com outra música na cabeça, guardei aqueles versos e vim aqui no mr. Google pesquisar. Não vou compartilhar esse vídeo com vocês porque não tem muito a ver comigo e não quero isso no meu blog, mas a partir de então comecei uma reflexão sobre a vida, mais precisamente sobre o meu e o nosso futuro próximo. Como diria o Datena - "o bem ainda é maioria", mas até quando? Existe aí, um lado obscuro da sociedade, que cresce às margens e que não dá mais pra fingir que não existe. São pessoas em sua essência cruéis, que não tem nada a perder porque para estes a vida não representa nada.
Cada um, à sua maneira, desenvolve uma forma de viver e se proteger. Aqui mesmo, um bairro simples conta com vigilantes particulares, o que torna o bairro um pouco mais tranquilo mas não isento de furtos e roubos.
O Brasil é um país muito extenso em dimensões territoriais. Acredito que só vai ficar um pouco melhor no dia em que for dividido em dois ou três, porque no geral o governo parece muito aquele casal que divide a cama com cobertor de solteiro, então cobre um e descobre o outro a noite inteira e assim sendo, não dá conta de dar escola, segurança e saúde para a população, aquilo que é considerado essencial, sem falar na infra-estrutura e transporte.
Neste país, as poucas oportunidades para pessoas como eu, são arrancadas da vida à fórceps. Nada é fácil e tudo requer esforço e dedicação, sapiência eu diria. Não consigo imaginar como manter otimista uma pessoa que não se alimenta, não mora e não estuda adequadamente. Onde podem essas pessoas buscarem suas oportunidades? Me diz porque eu não sei. Então é assim, e a desigualdade é gritante, mas quem já tentou ajudar sabe como é difícil ajudar essas pessoas sem perspectivas e como é difícil fazer com que mudem de opinião perante a vida.
Mas enfim, eu só quis compartilhar que, embora estejam fazendo na cidade um propaganda de baixa criminalidade, a verdade está na rua, em frente a nossa casa. Acredite você no que quiser, a sensação é horrível. Salve-se quem puder.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Este é meu!
Acabei de receber este CD da Cathy, que já mencionei aqui no meu blog, pois tive o prazer de conhecê-la pela internet, ainda não pessoalmente, mas no que depender de mim isso acontecerá em breve.
O que pude conhecer até então é uma mulher bonita, inteligente, atenciosa, sensível, alto astral contagiante e super talentosa.
Este CD apresenta 12 faixas, onde quatro músicas são de sua autoria e vc pode conhecer clicando nos respectivos titulos:
Nas fotos acima, a dedicatória a minha pessoa que me deixou muito feliz (à esquerda) e uma outra foto que achei mto linda (à direita).
Uma das faixas tem a participação de Roberto Justus, que aliás canta e encanta com aquela belezura toda.
O CD foi produzido por Afonso Nigro (aquele fofo ex-dominó "Companheiro, companheiro vem...") que participa da gravação de uma das faixas. E se vc não tem o CD que pena, porque as demais faixas são também belíssimas.
OBS: Dica - Vc pode imprimir essa foto da direita, levar para a sua cabelereira e pedir para ela esse corte de cabelo que está um arraso!
domingo, 8 de maio de 2011
Happy Mother's Day
Desejo não só hoje, mas todos os dias felizes para minha querida mamãe. Sua tarefa não é fácil, tem de me aguentar todos os dias e estar do meu lado quando preciso e sempre preciso.
Parece simples mas não é. Uma relação é difícil, até mesmo porque costumamos falar o que pensamos, mas enfim é o que temos aconteça o que acontecer: uma à outra! Sempre e sempre assim, estou para vc sempre que precisar assim como sempre cuida de mim. Trata-se do relacionamento mais duradouro, verdadeiro que existe... pois vc é a pessoa mais importante do mundo para mim! E assim deveriam ser tratadas e consideradas todas as mães. E assim deveria ser para que as pessoas tivessem um mundo melhor, pois as mães são os mundos para seus filhos!
sábado, 7 de maio de 2011
Tricotando
E não é que quis o destino que minha mãe ganhasse uma máquina de tricô? Presente de uma amiga, nos trouxe as lembranças de mais de 20 anos quando tínhamos duas máquinas destas e fazíamos (ela e eu) peças de tricô sob encomenda.
Nossas vidas dão muitas voltas e cá estamos nós de novo combinando cores, tecendo meias, cachecóis e blusas de lã.
Eu até gosto de fazer tricô assim, mas não como trabalho diário e sim como hobby, mas trabalho diário eu não tenho, pois quis também o destino que eu estivesse aqui de volta pra casa numa cidade onde não empregam sommeliers. Não adianta querer muito uma coisa que não existe, não é mesmo?
Estou triste. Batalhei tanto, saí de casa e fui buscar algo de que gostasse e encontrei. Experimentei uma vida legal com a qual me identifiquei e no entanto voltei pra casa. Posso dizer que moro onde temos uma melhor assistência médica, mas fora as consultas médicas todo o resto é bem morno, bem diferente da vida que eu quero de novo pra mim. Não faço a mínima ideia de onde essa história vai parar. Os pés estão quentinhos agora, com meias de lã.
domingo, 1 de maio de 2011
Filosofia de varal.
Muita coisa nessa vida é como um varal... O varal da nossa casa geralmente fica num lugar escondido porque é feio, mas em fotos ficam bem, são até poéticos. Fotografia de varal me fascina.
Então, certas características nossas são assim como o varal da nossa casa e ficam escondidas... poderiam vir a ser belas fotografias, uma bela parte de nós se nos deixássemos conhecer.
Na maioria das vezes, não nos expomos temendo a rejeição... preferimos correr o risco de não conhecer pessoas, lugares, sensações por tamanho medo imaginário.
E é pensando assim que tenho dado a cara a tapa, ao menos uma vez. Pra que temer um "não" quando este vai nos deixar exatamente onde estamos?
Assinar:
Postagens (Atom)







