domingo, 27 de maio de 2012

Sobre o melhor dia da minha vida

Ao longo de anos, obviamente que tenho alguns "melhores dias da minha vida" e alguns "piores dias da minha vida". Neste momento o melhor é o que interessa a este post, para registrar e compartilhar.
Nesta semana estive com uma pessoa querídíssima, a quem gosto de me referir como sendo minha querida ídola e para eu colocá-la neste posto, nesta importância em minha vida é porque é uma pessoa admirável, inteligente, bonita, talentosa, divertida, carismática, elegante - tudo ao mesmo tempo. E estar com ela só comprova isso. 
O dia? Ah, foi, sem sombra de dúvidas, um dia muito especial, até então "o melhor dia da minha vida" tamanha a energia positiva, a emoção e felicidade que senti. 
Todos os momentos estão registrados em minhas lembranças e hã em mim um sentimento de gratidão a esta pessoa por ter vivido este dia. 
Conheci também uma querida amiga que há anos já assim a considero, apesar de amizade via internet, mas algumas dessas amizades virtuais tem se mostrado mais fortes do que algumas presentes e reais.
A vida mudou muito de uns tempos para cá... ainda bem que tem me mostrado que existem pessoas especiais que nos presenteiam pelo simples fato de existirem.
Então... fácil, fácil responder - Qual o melhor dia da minha vida? - Este 23 de maio, indiscutivelmente. Talvez, quem esteja lendo, não faça ideia do que tenha sido este dia, mas não devo falar muito para preservar a privacidade de todos os envolvidos. 
Mas é fácil definir... o melhor dia da vida de alguém é aquele em que os acontecimentos deixam o coração quentinho e a alma em festa. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O babado é forte

Esse post é a continuação dos posts: "Caso de Família" e "Um balanço da semana", portanto se você não quiser pegar o bonde andando, por favor, deixe de preguiça e leia os referidos posts logo abaixo...

Agora que você já leu, o babado é o seguinte: Esse meu tio que faleceu morava com uma irmã. Ambos ficaram solteiros e absolutamente sozinhos. E em poucos dias vivendo sozinha, minha tia caiu e fraturou o fêmur. Ontem ela passou por uma cirurgia e continua internada no hospital. Necessita acompanhante e haviam comentado que não aceitam acompanhantes com mais de 65 anos, no entanto na falta de alguém para ficar com ela na parte da manhã, a minha mãe tem feito isso, tem ido lá e tem exercido o papel de auxiliar da auxiliar de enfermagem. Amanhã a minha tia terá alta e a pergunta que fica é: Para onde ela vai? Pensa um pouco...
E como eu vivo repetindo, a família é grande mas é esquisita... essa minha tia mesmo... tenho algumas lembranças da minha infância mas nada que envolva afeto ou sentimentos bons. 
Pensei um pouco... será que ela vai vir morar conosco? Só não virá se ela não quiser... façam suas apostas...
Não sei dizer se ela virá, ela não consegue decidir o que quer. É uma pessoa fechada no seu mundinho... Sei que pra ela isso pode ser bem mais difícil do que para nós que a receberemos, mas vamos tentar fazer com que seja o mais confortável possível. 
É aguardar para ver...

sábado, 21 de abril de 2012

Em algum lugar no tempo...

Acabei de assistir a um episódio do "Sai de Baixo" no canal Viva, episódio este do primeiro ano do programa, ainda com a participação da Cláudia Gimenez, e, diga-se de passagem, insubstituivel, apesar de que assisti a todos os episódios e foi para mim um programa muito especial.
O ano deste episódio era 1996 e, eles mencionam Lady Di que ainda vive. Busquei a informação no Google e vi que ela faleceu em 1997.
Em agosto de 1998 eu fui assistir a uma gravação do Sai de Baixo no teatro Procópio Ferreira.  Fomos eu, mamãe, uma prima minha que mora na mesma cidade mas não me procura mais faz tempo, e também um motorista que sempre me levava para São Paulo mas já faleceu. Nós 4 assistimos ao programa.
Voltando um pouco, em 1996 eu fiz 20 anos e era uma pessoa bem diferente do que sou agora, tinha um computador mas não tinha conexão com a internet... só isso muda muita coisa. 
Há muito já colecionava crises existenciais. Tinha gastado 4 anos da minha vida num curso de Magistério que sonhava mesmo nunca exercer profissionalmente e portanto, não sabia para onde ir e nem aonde ficar. Felizmente nunca exerci e em 1997 abri uma pequena loja de roupas que me ocupou por longos 6 anos e também não me realizou mas foi pouco traumático se considerarmos as opções.
Mas ainda em 1996 ou até um pouco antes, meu mundo era pouco interessante. As opções que eu tinha ou do quel  a vida me oferecia eu não queria nada... e cheguei a pensar que para me realizar teria que ter uma outra vida... e precisava mesmo, mas não precisei de uma reencarnação, foi suficiente a minha nova vida que começou no dia em que fui morar na Bahia. Ali comecei a minha vida, com as minhas escolhas e desde então tenho seguido este caminho. 
O interessante nisso tudo é que quando encontrei paz, nem digo felicidade, mas paz, ainda tem boa parte da minha história com a qual eu não sei e não consigo aprender a lidar. 
Voltando ainda mais um pouco, posso dizer que de 1985 a 1995  tive anos difíceis em vários aspectos. O bom é descobrir que boa ou ruim a situação sempre muda e ainda assim, em meio as turbulências, coisas boas podem acontecer e pessoas incríveis podem entrar em nossa vida. Aliás, todo o tempo pessoas entram e saem de nossa vida sem nossa autorização e deveria ter uma lei proibindo isso, porque isso gera boa parte de sofrimento. 
Mas enfim... acho que o que eu queria dizer era isso...


domingo, 25 de março de 2012

Um balanço da semana

Muita coisa aconteceu e acontece. O meu tio mencionado no post anterior faleceu. A morte veio rápida.
Uma depressão fez com que ele deixasse de comer, ficou agressivo e deu muito trabalho para quem cuidou dele.
Eu, como também já disse, não participei da vida dele, e fico refletindo sobre as escolhas que fez, a principal delas foi: passar pela vida e não viver.
Minha tia ficou lá na casa, sozinha e hoje fui vê-la. Desde muito criancinha que eu não ia naquela casa e ela continua como era... só que detonada pelo tempo. Eles não tem geladeira... tem um fogão e uma televisão. Aí comecei a procurar tomadas na cozinha... não encontrei tomadas... não tem tomadas. Os móveis, se podemos chamar assim, são os mesmos de 30 ou 40 ou mais anos atrás e no cantinho de uma copa tem uma mesinha aos pedaços com um ferro de passar roupas de 60 anos ou mais que já estava lá quando eu ia lá... Tem três mesas... todas antigas com coisas empilhadas em cima... coisas das mais variadas.
E o mais incrível... tem um papagaio lá já com 40 anos e com a corda toda. 
Agora, sobre o velório, encontrei com pessoas que não via há muito tempo. Alguns eu não vi porque não foram.
Esse meu tio era um homem ruim, fechado, problemático em suas relações humanas e isso fez com que em seu velório pouco mais de meia dúzia aparecessem. Isso é o que eu chamo de relação plantar/colher.
Por algum motivo maior e que foge ao meu entendimento,  todos têm sua jornada, seus desafios e missões a cumprir... nem tudo é simplesmente o que é e talvez esse meu tio tivesse aqui seu desafio, suas provas... não deve ter sido fácil para ele e eu não quero em momento algum tecer julgamentos sobre o que ele escolheu e pôde ser. Quero apenas, aprender com os erros alheios, quero apenas fazer as escolhas mais sábias, ter o que me faz feliz bem pertinho de mim e fazer a vida das pessoas melhor do que se eu não participasse da vida delas. Entender? Nem a minha vida eu entendo...

domingo, 4 de março de 2012

Caso de família

Família é a base de tudo... por isso tem gente sem base...
Apesar de meus pais terem irmãos eu me considero uma "sem tios", sem família... grande... como poderia ser.
Não sei se por não ter é que sempre quis ter aquela família grande tipo foto de porta-retrato! E até agora nada... e esse não ter é uma tristeza que eu carrego comigo desde que me conheço, mas que também já foi maior... é... a terapia faz milagres...
Aí as pessoas vem nos contar que meus tios estão mto doentes, debilitados, já velhinhos e tal como se eu tivesse ou pudesse fazer alguma coisa.
Aqui cabe uma observação: se não tivemos nenhum tipo de convivência foi porque não tinha que ser e também não desenvolvemos nenhum sentimento seja de lá ou de cá.
Todos os dias difíceis que tive contei com pessoas que estavam comigo mesmo sem nenhum parentesco... enfim... coisas simples e fáceis de entender. Nunca, eu disse NUNCA eu pude contar com um tio ou tia... e aprendi que é assim no meu caso.
Mesmo assim, comentei que meus pais deveriam fazer lá uma visita, ver como estão... e assim foram. Não passaram do portão. Não entraram porque da janelinha da porta a irmã de meu pai disse que não era uma boa hora. Era uma tarde e ela disse que naquele momento ela iria tomar café, estava na hora e enfim, não poderiam entrar.
Meus pais ficam tristes com a situação, mesmo dando o devido desconto, porque obviamente aquelas criaturas não são normais. Nada podemos fazer a não ser lamentar a vida pequena que sempre tiveram.
Minha família é um negócio esquisito... ainda bem que meus pais são as exceções. Vivemos muito bem. Para o resto da família é como se eu não existisse, ninguém quer saber de mim.
Claro que isso já me fez muito infeliz... hoje não mais... enfim eu só gostaria que as pessoas se colocassem no meu lugar e se perguntassem antes de falar qualquer coisa: como eu me sinto? Vai me fazer bem? - e só depois disso resolvam se devem ou não me trazer notícias de um lugar onde nada significo.
De verdade mesmo... eu não sei se quero saber da parte da família que não me procura, que não me ajuda e que eu já procurei, já tentei mas também já desisti. Tô mais para não querer saber.
E nesta semana quem encontrei não falou em outra coisa... Respiro fundo... não tem outra coisa que eu possa fazer.

Viagem ao Chile

E então tive a minha primeira grande oportunidade profissional, e fui conhecer algumas importantes vinícolas chilenas.
Já conhecia muitos dos vinhos e das histórias das vinícolas, mas visitar um país que se destaca na produção de vinhos foi uma grande emoção na minha vida.
Do Chile eu sabia tudo até então dos livros, dos cursos... um país que me encantou... dias que não quero esquecer.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Morcego que ri...

Sumi daqui... Dezembro é um mês de muito trabalho e então sumi daqui e de vários outros lugares, mas estou voltando.
E quase todos os dias vou de ônibus para o trabalho. E também quase todos os dias enquanto espero meu busão, uma senhora se aproxima e puxa conversa. Assim vão surgindo amizades de ponto de ônibus.
Essa senhora que não sei o nome me fez uma confissão ontem. Tem quatro meses que ela se mudou para esta cidade e desavisada dos morcegos que rondavam seu prédio, sempre deixava as janelas abertas até que um morcego entrou em sua casa. Isso já faz uns 3 meses e segundo ela o morcego está morando lá. Ele fica embaixo da máquina de lavar e embaixo do sofá. São seus lugares preferidos!
Quando a senhora vai dormir, fecha a porta do quarto e durante a noite ouve o morcego rindo muito na porta do quarto dela. Ele é muito debochado.
Perguntei então se não tinha nenhum homem para tirar o bicho de lá... aí veio o seguinte: Quando ela contou sobre o morcego para o filho, este mandou-lhe a um médico para conferir sua sanidade mental. O médico por sua vez, receitou um calmante, talvez para que durma bem mesmo com as gargalhadas do morcego mas ela se recusou a tomar. Ninguém até agora levantou os móveis para ver se tem um morcego lá...
Ela chegou a colocar cola de sapateiro para o morcego e disse que isso fez com que ele ficasse quieto por uns dias, mas passado o efeito ele voltou a rir, cantar enfim... O ônibus chegou e a história foi interrompida.
Hoje ao me ver essa senhora veio correndo ao meu encontro para continuar de onde paramos. Me garantiu que não tem problema mental e que o morcego está lá dividindo o apê com ela.
Se ela tem ou não algum problema mental ainda não sei, precisaria mais algumas conversas para tirar minha conclusão.

domingo, 6 de novembro de 2011

O Lula no SUS

Depois de tanto ler sobre o assunto, resolvi escrever o que considero apenas a minha opinião neste momento, o que pode mudar em um segundo mas é o que eu acho agora.
Não fui eu quem lançou a campanha:"Lula deve fazer o tratamento no SUS" porque eu não teria tempo, disposição ou coragem para isso, e sei que essa possibilidade não existe.
Escrevi algo parecido com isso no Twitter e perdi uma seguidora com a qual conversava esporadicamente, mas que se sentiu super ofendida, magoada, decepcionada comigo visto que é uma petista vermelhinha e convicta.  Uma pena isso ter acontecido, visto que eu sei qual a carga de sentimento que tenho no meu coração a respeito desse assunto... São dois pontos que quero explanar aqui: Primeiro- Toda minha torcida positiva para o Lula em sua breve recuperação e também para todas as pessoas que eu souber que estão doentes, sofrendo ou tristes porque eu só desejo o bem para as pessoas. Todos temos fases difíceis na vida, mas uma palavra de carinho ou um pequeno gesto nos ajuda a suportar nossos fardos.
Segundo- Uma frase rápida e sem a importância que muitos deram é desejar que Lula se trate no SUS para que conheça ou sinta na pele o drama de quem além da doença tem que suportar o descaso do atendimento. Mas nem de longe quando disse isso estava desejando o mal a ele, ou acreditando que a frase iria mandá-lo direto para o SUS. E também não disse isso por se tratar do PT, não sou filiada a nenhum partido e independente de partido desejaria da mesma forma, desejando algo impossível, apenas conjecturando. Da minha parte, maldade nenhuma... por outro lado li frases que me assustaram como: "Lula tem 80% de chance de cura e eu torço pelos 20%" - isso é maldade pura, é o pior do ser humano... mas a maldade existe, precisamos é nos cercar do que é bom formando uma barreira contra essas pessoas.
Voltando ao SUS, acompanhei a espera de meu pai por uma cirurgia de catarata pelo sistema único de saúde, espera esta que durou cerca de um ano e meio e só eu sei o que foi essa espera... eu e o meu pai.
E vez por outra eu desejo que o prefeito use transporte público diariamente mesmo sabendo que isso nunca vai acontecer, pois quando alguém fala com ele no programa de rádio que o transporte em nossa cidade é ruim ele responde: Mas em que que está ruim?
Fica bem mais fácil responder quando se usa desse meio. Ruim é o fato de a maioria dos pontos não terem cobertura, ficamos expostos ao sol ou chuva por um tempão, pois não temos ônibus de 15 em 15 minutos. Temos de hora em hora... Se por acaso um ônibus não passar no ponto, porque ele quebrou ou porque o motorista encurtou o caminho, aí é que vou chegar no compromisso de trabalho ou pessoal só uma hora depois... Coisa mais comum do mundo é motorista não fazer a linha corretamente e "pular" os pontos nos bairros... aí a desgraça está feita, pode chamar o táxi...
Em trajetos curtos, como casa ao trabalho, fico cerca de uma hora esperando o ônibus... chegaria mais rápido indo a pé, mas o sol me faria mal e eu chegaria toda suada no local de destino.
Enfim, nada de ruim para quem não vive esta realidade.
A vida é assim mesmo... quem foi que disse que "pimenta nos olhos dos outros é refresco"? Seja como for, cada um tem sua cota de sofrimento, portanto se pudermos enviar energias positivas ótimo.
Se pudermos marcar a vida das pessoas como algo positivo acho que encontramos o propósito de nossa existência.
Força ao Lula, aos familiares. Força para todos, pois a jornada é cheia de obstáculos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Alma Negra 2007

Feriado pede almoço especial e vinho bom para acompanhar. 
O vinho do dia foi o Alma Negra 2007, um mistério pois o produtor Ernesto Catena não declara quais castas foram usadas na elaboração deste vinho. Provavelmente trata-se de um corte com malbec e talvez cabernet sauvignon... mas prevalece o mistério... bom demais diga-se de passagem. Vinho com aromas intensos, camadas de chocolate, frutas vermelhas em compota, especiarias. Bom volume na boca, taninos macios... um vinhaço!
Fica aí a dica de um vinho sensacional que acompanha bem carnes vermelhas e caças.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Biografia autorizada

Penso que seria bom escrever minha biografia, uma vida sem muitas histórias interessantes, mas toda vida por mais monótona que seja é interessante, tem seus porquês, seus momentos felizes e sua carga dramática.
Ao compartilhar um pouco do meu passado não busco consolo ou compaixão, busco apenas dividir experiências, afinal o que passou passou mas pode servir para alguma coisa, sei lá... ou não?
Rever, remexer passado, recontar uma história... A quem pode interessar senão a psicologia que acha que reviver emoções pode fazer maravilhas por você? Eu reviro meu passado só para compartilhar experiências mesmo, ou mostrar o que é uma vida bem pobrinha em experiências. Vida que corre para o mar. Vida que é uma só. Escolhas que te impulsionam, o caminho é sem volta e uma escolha geralmente anula uma possibilidade totalmente oposta... 
Problema é que a consequência é conhecida depois da escolha feita... e o caminho é sem volta. Claro que podemos voltar atrás nas decisões, mas não no tempo... nunca!
A vida é assim mesmo.


domingo, 2 de outubro de 2011

Não ter, não ter...

Com a facilidade em buscar imagens na internet, volta e meia me pego revendo coisas relacionadas aos anos 80 - a minha década - o meu tempo.
Naquele tempo... É, me pego falando como gente vivida, experiente, como meus pais falavam e começo uma "viagem" a um tempo que me pertence, as minhas lembranças.
Sou filha única, porém não eram tempos de fartura financeira e também nunca soube o que era "não ter" o necessário. Fui criada em meio aos adultos, pois quando nasci mamãe tinha 40 anos e os filhos das amigas delas já estavam bem crescidinhos. 
Tive alguns brinquedos legais, mas não tive todos os que quis. As bonecas eram bem paradonas, então eu gostava mesmo de montar o ferrorama no meio da sala, gostava de carrinhos e brinquedos movidos à pilha.
Posso listar os que tive e foram mais legais: o ferrorama, um revólver, aquaplay, pianinhos, vídeo game, bicicleta, o meu bebê- aquele que só tinha uma tochinha de cabelo. Tive pogo-bol, jogos de tabuleiro, bolas, raquetes e etc.

Posso listar os que quis muito mas não tive: autorama, o robô Ar-tur, gênius, bicicleta caloi cross, patins, som 3 em 1.
Claro que diante do "não ter" um brinquedo que queria muito me sentia triste, mas era uma criança feliz que não se abatia facilmente. Esse tipo de lembrança não me machuca, e consigo me orgulhar te ter aproveitado a felicidade da infância, propiciada pelo ambiente, por pessoas que faziam parte da minha vida. Eu sabia, não sei exatamente como, que o ser era infinitamente mais importante que o ter. E eu era o que queria ser, e eu vivia a vida que queria ter.
Quando tinha uns oito anos as coisas começaram a ficar complicadas. Meu pai teve problemas com alcoolismo e minha casa era um inferno, sem violência física mas com muita violência verbal. 
A pessoa que mais me dava suporte era minha madrinha que descobriu um cãncer e morreu nesse mesmo tempo- setembro de 1985. Meu mundo caiu, mas só me dei conta com o passar dos dias e dos anos.
Nessa época, a paz para mim já era mais importante que qualquer brinquedo e ter isso ou aquilo não me fazia melhor ou mais feliz. Notei então que ter alguém é bem mais difícil do que ter um brinquedo, pois é preciso sentir e acreditar.
Meus tios e primos nunca se importaram comigo, talvez pela diferença de idade ou distância emocional que tínhamos e temos e teremos.
Um dia de cada vez e os tempos difíceis já faziam parte do passado. Com muito trabalho, conseguimos recuperar meu pai e formamos uma familia pequena e feliz, agora já não somos mais aquelas pessoas de 1985... somos o que podemos ser. Quando falo da infância que tive, me refiro até 1985, no entanto meu rendimento escolar nunca diminuiu e sempre tive facilidade e gosto em aprender e sempre soube separar as coisas. 
Outros tempos vieram e eu pude ter coisas que na década de 80 nem sonhava ter e mais uma vez pude comprovar que juntar coisas não me faz mais feliz do que juntar pessoas, mas esta é uma dificuldade que tenho, não as sinto perto, não as sinto se importando comigo, salvo raras exceções.
Desde que me conheço abominava bebida alcóolica que destrói tantos lares, inclusive o meu que levou tempo para ser reconstruído, não sem deixar suas marcas. Quis o destino que durante minha estada na Bahia num período em busca de mim mesma, me descobrisse fascinada por vinhos. 
Fui morar na Bahia totalmente aberta para o novo, para algo que não conhecia pois isso me faltava... me faltava paixão pela vida, pela minha vida.
Busquei trabalho em recepção de hotel, mas o que apareceu foi de vendedora em loja de vinhos. Pensei em recusar, pensei seriamente. Era um mundo que eu desconhecia e minhas referências, minhas experiências não eram tão boas.
Aceitei e foi o primeiro emprego que tive gosto em ter. Aprendizado intenso. Hoje não me imagino fazendo outra coisa senão tudo o que faço relacionado ao mundo do vinho. Encontrei nesse meio também bons amigos. O caminho que percorri foi esse. Nenhum caminho ou escolha é fácil, as dificuldades fazer parte, o desafio nos move o tempo todo. Algumas coisas permanecem num lugar intocado.




domingo, 25 de setembro de 2011

Cacau Show está mesmo show de chocolates.

Fui até uma loja da Cacau Show a procura de um presente e para minha alegria me deparo com esta caixinha linda. Coleção Sommelier assinada por Manoel Beato, o mais fomoso sommelier do Brasil, e nem preciso dizer que fiquei muito feliz pois isso significa que o Brasil está aprendendo a degustar vinhos e mais do que isso, está tomando gosto em percorrer esse caminho sem volta que é a paixão pelo mosto fermentado de uvas.
Tinha também outra coleção de trufas com licores, whisky, e outras bebidas que vem com um saca-rolhas. Não gostei, pois o saca-rolhas é feio demais e não tem nada a ver com o conjunto de trufas em si... achei sem nexo... ainda fosse um saca-rolhas melhor...

domingo, 18 de setembro de 2011

Uma breve história da consumista antes adormecida

Quem me conhece sabe que não queria mais microondas em casa pois cismei que o treco não faz bem para a saúde. Nosso único microondas se danificou na mudança para a Bahia e nos desfizemos dele. Anos se passaram e agora tenho contato com um simpático microondas lá no trabalho.
A praticidade ao esquentar um prato e o fato de que aprendi que fica ótimo queijo brie ou camembert e geléia de pimenta aquecido acabou me convencendo de que PRECISO de um forno microondas aqui em casa! Nem preciso mencionar a pipoca...
É bem verdade que preciso uma porção de coisas, mas aí acontece de dar aqueles 5 minutos e coloco alguma coisa no topo da lista e saio para comprar. 
Assim, comprei meu maravilhoso forno de microondas. Chegou ontem e... já com aquela tomada horrível saí em busca do adaptador. Três lojas e nada... não tinha. 
Hoje consegui  encontrar a pecinha aqui perto de casa. Fiz meu camembert com geléia de pimenta, abri um Isla de Maipo Sauvignon Blanc 2010 e passei horinhas de agradável prazer em companhia dos meus.
Este vinho tem um aroma pouco pronunciado, boa acidez. Na boca tem discreto abacaxi e bastante frescor.
No entanto, antes disso tudo resolvi dar uma volta no shopping. Sorvete do Mc Donalds e macadâmias açucaradas do quiosquinho que eu não me lembro o nome.
Estou um pouco cansada, ainda que o shopping é pequeno... acho que estou ficando velha.. hum... talvez... Mas enfim, essa é a vida que eu tenho, não é grande coisa mas tenho que aproveitar da melhor maneira possível.

domingo, 11 de setembro de 2011

Atualizações.

O trabalho que era temporário se tornou efetivo. E eu de desempregada que estava, agora novamente entre garrafas que é onde fico bem.
Penso em algo para escrever, não vem nada. Acredito que minha alegria deva ser compartilhada com que esteve ao meu lado quando precisei... e sempre preciso... Sou assim, preciso apenas de palavras, de carinho e atenção.
E com essas poucas pessoas divido minha alegria por aqui ou por qualquer outro meio.
A vida é uma coisa louca mesmo... que para mudar é um click. Se boa ou ruim, sempre muda.
Em meio a minha felicidade com o trabalho, revi um amigo muito querido que tem acompanhado minha trajetória profissional. Almoçamos juntos num restaurante que nos propusemos a conhecer. Tinha vinho, mas o serviço é o pior que já vi. Nosso assunto durante a refeição foi apontar as falhas do restaurante, desde a falta de toalhas na mesa... mesas feias diga-se de passagem.
Mudando de assunto, hoje-domingo foi um dia chato ao quadrado. Pensei em ficar em casa para descansar, e o tédio tomou conta. Minha mãe fica reclamando de tudo num volume que eu ouça, só para ativar minha culpa... e eu só queria paz. Tentei tv, cama, geladeira, pc, geladeira, cama, tv... nada supriu minhas necessidades do dia, não encontrei a paz em nenhum canto, mas daí também já não tinha energia para ir ao shopping procurar minha paz num MC Flurry ou algo assim.
Sumi do blog por falta de tempo, ideia, assunto... mas sempre reapareço. Bjs.

sábado, 20 de agosto de 2011

A boa nova. (fase)

Tenho boas novas. Comecei a trabalhar numa loja de vinhos e estou adorando meu novo emprego.
A vida segue seu rumo, eu faço a minha parte.
O caminho é difícil, a trajetória é longa e muitas vezes dá uma vontade de desistir e é como se desistisse e voltasse a tentar no dia seguinte, até o dia em que as portas se abrem e a esperança faz sentido.
Talvez a vida seja assim mesmo e exige de nós muita calma e compreensão. O que importa agora é que estou curtindo a nova fase e aproveitando cada segundo com desejo de eternizar o momento.
Poucas pessoas estiveram do meu lado quando precisei e a estas sou muito grata.
Novidades em outros posts que se seguirão. Bjs.